
Selecionado por Ana Chaves - Biologa
aninhachaves@yahoo.com.br
OÂ PROBLEMA
A emissão de carbono e o aquecimento global
O nÃvel atual de emissão de gás carbônico na atmosfera é o mais alto dos últimos 420 mil anos. Os oito anos mais quentes da História ocorreram na última década. Os Gases de Efeito Estufa (GEE) são os grandes responsáveis pelas mudanças climáticas em nosso planeta, em especial pelo aquecimento global, que está provocando incêndios florestais, mudança das correntes marÃtimas, degelo e elevação do nÃvel dos oceanos.
Reduzir a emissão de GEE é hoje um fator imperativo para a sobrevivência humana na Terra e este tema foi motivo de um tratado internacional, que entrou em vigor em fevereiro de 2005, também conhecido como “Protocolo de Kyoto”.
O efeito estufa é um fenômeno universal, crescente e até então considerado irreversÃvel. Por ser originário na vida humana sobre a Terra, é conhecido como um fenômeno ligado ao gás carbônico (CO2), ou simplesmente ao carbono. Os raios solares atravessam a atmosfera e rebatem sobre a Terra, mas o calor fica preso pela camada de gases de efeito estufa que paira sobre o planeta.
Isso vai aumentando gradativamente a temperatura média, provocando aquecimento global. Daà vêm as mudanças climáticas, furacões, ondas intensas de calor, incêndios, degelo, secas e elevação do nÃvel dos oceanos.
Quanto maior o volume de gases de efeito estufa na atmosfera, maior será o aumento da temperatura média, que tem impacto sobre o clima e, conseqüentemente, sobre o meio ambiente. Praticamente toda a mÃdia tem abordado o assunto, sob diferentes perspectivas. A principal é a ocorrência cada vez mais freqüente de desastres naturais.
O tema é alarmante e vários movimentos têm sido iniciados no mundo à procura de soluções efetivas. Uma destas iniciativas, ao alcance de todos, é a neutralização de carbono.
COMOÂ NEUTRALIZAR
Uma vez detectadas e quantificadas todas as emissões, a neutralização é feita por meio da compensação em projetos ambientais, que poderão estar no Brasil ou em qualquer parte do mundo. Esses projetos poderão abranger:
Florestas:
Ãrvores nativas plantadas em áreas antes devastadas, formando novas matas perenes. A área a ser plantada dependerá da quantidade de emissões a ser neutralizada. Em média, a cada cinco árvores plantadas é possÃvel neutralizar a emissão de uma tonelada de carbono. Cada hectare comporta, em média, até duas mil árvores, ou seja, conseguiremos nesta área neutralizar até 400 toneladas de carbono. Essas florestas serão regularmente auditadas.
Conservação:
Esta opção envolve a manutenção de florestas existentes nos principais biomas nacionais, a saber: Mata Atlântica, Floresta Amazônica e Cerrado, com estoques de carbono variando de 150 a 290 t CO2 por hectare conservado e protegido. A adoção de florestas, sua conservação e perenização é algo hoje não contemplado pelo “Protocolo de Kyoto” para efeitos do chamado MDL - mecanismo de desenvolvimento limpo. Essa postura descontentou muitas nações tradicionalmente florestais, afastando-os do apoio ao tratado. Para a nova fase e ampliação do protocolo (2012), uma das questões já colocadas em discussão é a conservação florestal.
Energia Limpa:
O investimento em empreendimentos existentes, com alto Ãndice de “seqüestro” de carbono (aterros sanitários, por exemplo) ou na geração de energia limpa (eólica, fotovoltaica e outras formas) para substituição de equipamentos movidos a óleo, que hoje atendem a determinadas comunidades, poderá se tornar uma opção, alcançando os nÃveis de neutralização necessários e visibilidade junto à imprensa (marketing).
A opção pelo investimento nesses projetos, novos ou existentes, será justificada se os volumes de carbono a serem neutralizados forem significativamente altos.
Caso você queira calcular sua emissão particular de CO2 na atmosfera, acesse o site: http://www.carbononeutro.com.br/ e utilize a ferramenta interativa do programa Carbono Neutro para calcular a emissão de CO2 em diversas situações: transporte, eletricidade, gás natural, etc. Você pode adicionar diversos parâmetros e descobrir a quantia de árvores correspondente ao CO2 emitido anualmente.
Fonte:Â www.carbononeutro.com.br